No mês do Carnaval a Revista TPM trouxe na capa a belíssima e nada hipócrita atriz Luana Piovani. Leia aqui a entrevista.

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Luana Piovani

 

A escritora Márcia Tiburi declarou para a revista: 

Quando você se vende como um pedaço de carne, você é uma pateta. As mulheres que posam para a Playboy, todas lindas e gostosas, são umas otárias do ponto de vista político. Elas não fazem ideia da relação que isso tem com o fato de a mulher ser rebaixada, ganhar menos que o homem no trabalho”, dispara. Para a escritora, o nu com apelo sexual é a própria linguagem do machismo. “Quem faz isso não tem noção que somos reduzidas ao corpo.”

Perante isso, questionei seriamente a filosofa e até pensei em checar se não tinha sido algo dito em meados dos anos 50 e que estaria por puro engano no meio da reportagem.

 

 

A Nudez pelo Mundo Afora

Será que Márcia Tiburi já saiu do país? Será que ela sabe como é que são as coisas na Alemanha? E na Itália? E na Suécia?

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Spencer Tunick

A máquina política dos países que citei acima funciona bem melhor do que a brasileira e nesses lugares homens e mulheres lidam com nudez, tenha ela conotação sexual ou não, de uma maneira muito mais esclarecida e natural.

Nesses países não há disparidade no mundo dos negócios – seja ele qual for, exceto na indústria pornográfica onde as mulheres ganham cerca de 4 vezes mais que os homens – e por lá nem homem e nem mulher é desvalorizado por entrar nu em um trem em Berlim ou ter uma sex tape rodando na internet.

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Spencer Tunick

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Spencer Tunick

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Spencer Tunick

 

Minha Carne, Minha nudez

Isso de mostrar os peitos, a barriga, os braços, boceta e todo o resto, isso de vender a imagem para uma revista ou para qualquer outro tipo de mídia, isso de fazer topless na praia, isso de querer andar nu (e de graça) não tem nada a ver com politicagem, com desvalorização do ser humano ou qualquer outra bobagem feminista xiita. Tem a ver com liberdade.

O meu corpo é somente meu e o que eu faço ou deixo de fazer com ele é escolha minha.

A carcaça  que vos fala virará pó, mas enquanto houver carne no meu corpo, que é apenas um corpo, vou mostra-lo como melhor me convir.

Afinal, não foram as próprias feministas que queimaram sutiã, como elas adoram falar repetidamente, para que as mulheres de hoje pudessem fazer aquilo que bem entendessem com os seus respectivos corpos?

Pois bem, eu sou um pedaço de carne; sou também um amontoado de ossos rodeado por músculos;  tenho pelos, depilo uns e corto outros por pura questão de estética e higiene; tenho bastante massa cinzenta na minha caixa craniana; sou um animal, um mamífero; mamei nos peitos de mamãe como um bezerro; também sou quadrupede, e sofro de uma severa escoliose, pois minha coluna vertebral não foi projetada para ser sustentada pelos meus pequenos pés.

E você? Você é igual a mim.

A diferença é que eu decidi usar meu Capital Erótico.

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A eroticidade esta no espectador: 

Tem gente que se excita quando vê coqueiro, tem gente que acha a magreza extrema super sexy, outros gostam de obesos, também tem gente que fica doida de tesão com uma melancia.

Pessoalmente, não vejo grandes diferenças entre mamilos e cotovelos.

Tem homem que chega ao êxtase só com a imagem dos pés. Deveríamos então não usar nenhum tipo de sapato que mostre a pele do pé? Estou apenas seguindo o raciocínio.

 

Spencer Tunick

 

O Preço da Nudez

Tudo o que é proibido é mais gostoso.

A censura da nudez nos ensina que existe algo de muito precioso por de baixo das roupas e que esse pertence deve ser reservado para uma pessoa especial – o que não deixa, em hipótese alguma, de ser um modo de usar o corpo como moeda.

Outro ponto importante que eu gostaria de ressaltar aqui é que existe uma diferença muito grande entre mostrar e dar, vender a imagem e o produto propriamente dito.

Por exemplo, eu posso ver o yatch do Eike Batista em fotos e vídeos quantas vezes eu quiser, mas o yatch do Eike Batista continuará sendo só dele e de mais ninguém.

 

Não estou dizendo para sair por ai peladão, nem pra você ir posar nua. O que estou dizendo é que não tem nada de errado em tirar a roupa se essa for a sua vontade.

O problema é tirar roupa no Sambódromo e depois dar uma de pudica no Facebook.

 

 

*Spencer Tunick é um fotografo americano conhecido por fotografar aglomerações de pessoas nuas por todo o mundo. Você pode fazer parte das obras dele se inscrevendo em seu site. Quando ele estive passando pelo seu país você será notificado para poder participar da obra.

 

 

 

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Por @rebecagalabarof

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