Para Mary Fatah, barraqueira, feminista, desbocada e responsável por este vídeo, a resposta é SIM! Ela ainda complementa: “Cantada de rua – desde a mais inocente às mais obscenas – não são elogio nem flerte, são assédio.”

Em minha opinião o melhor naquela ocasião seria não dar bola e continuar andando, o que demonstraria superioridade e elegância, mas ela não só optou pelo confronto como o procurou:

“um homem passou por mim e disse que eu era “bonitinha e gostosinha“, quando virei para mandá-lo tomar no cu (tenho por prática constranger ‘cantadores’, pois cantada de rua não é elogio, não é flerte, É ASSÉDIO, É MACHISMO), vi que ele estava entrando no prédio da Câmara Municipal de Nilópolis, enquanto me dizia para que eu tomasse no cu. Ele viu que voltei e, literalmente, correu para dentro do prédio. Fui atrás dele e descobri que ele é funcionário da Prefeitura de Nilópolis.”

Sei que têm abordagens que são realmente agressivas, inconvenientes e vulgares. E neste caso nem discuto: É ASSÉDIO E O CARA MERECE UM CHUTE NOS TESTÍCULOS! Mulher deve ser respeitada e, caso haja interesse, cortejada com respeito pelo homem.

O problema é saber o que pode ser ou não ser dito? Tudo virou assédio? Para Mary Fatah, sim. Como ela mesmo disse, até a cantada mais inocente é assédio. Quer dizer que seu eu estiver em uma balada, ver uma gata sozinha, aproximar e dizer algo do tipo “Eu tenho uma fábrica de casaco chamada ‘Migo’. Quer casaco ‘Migo’?”, eu deveria levar um esporro e ser preso por assédio?

Gostaria de ouvir a opinião das mulheres sobre esse tema:

– Cantada é sempre assédio, mesmo as mais inocentes?
– Como vocês reagem quando levam uma cantada na rua?
– Depende da aparencência de quem passa a cantada?
– Feminista é tudo um porre mesmo?

Link com o vídeo original e todo o desabafo de Mary Fatah.